quarta-feira, 17 de setembro de 2014

E vamos para uma guerra !!!!




"Porquinhas verdes"  x  FLAMENGO





PACAEMBU

22 H  
(Horário de m...)

E vamos que vamos que vamos ...






sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Número 5 torna-se símbolo em nova fase do Flamengo da Nação


Idealizadores apostam no algarismo tanto para aludir à doação mínima quanto a um dia que pretendem tornar como o "oficial da doação"



Por Fred Gomes
Rio de Janeiro

O Flamengo da Nação, projeto criado por torcedores com o objetivo de angariar fundos para a contratação de jogadores, muda a estratégia em setembro. Os idealizadores Sandro Rilhó, Lucas Defanti e Carlos Henrique Santos, satisfeitos com os mais R$ 111 mil arrecadados em três semanas, esperam aumentar as doações com uma nova aposta: o número 5. É simbólico, pois R$ 5 é o mínimo que pedem como contribuição e pretendem fazer do dia 5 de cada mês como "data oficial" para investir no programa. Na arte feita pela equipe do Flamengo da Nação, o algarismo é destacado.

Sandro Rilhó afirma que convergir a nova campanha em cima do número 5 é uma forma de não tornar os divulgadores do projeto como "chatos virtuais".

- A ideia é marcar uma data para que não fique cansativa a divulgação nas redes sociais e, desta forma, ter um dia oficial de contribuição para ser lembrando mensalmente. É claro que o torcedor pode doar no dia que bem entender, mas a ideia do dia 5 é para fixar na cabeça deles, para que não esqueçam de fazer sua doação - explicou Rilhó.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

E sábado tem !!! Flamengo x o treinador dos 7 x 1 da Copa

Vitória embala, e rubro-negros formam fila sob chuva por ingressos

Parcial divulgada na manhã desta quinta-feira dá conta de 23 mil bilhetes vendidos

Por Cassius Leitão
Rio de Janeiro



Decisivo, Eduardo revela sua fama na Europa: "Matador sangue frio"

Herói duas vezes, Paulo Victor não se acomoda: "Provar a cada dia"



A procura por ingressos para Flamengo x Grêmio, marcado para o sábado, às 18h30, no Maracanã, já era expressiva até quarta-feira. Tornou-se ainda maior com o time embalado pela heroica classificação na Copa do Brasil, conquistada nos pênaltis, após vitória por 3 a 0 no tempo normal. Nesta quinta-feira, mesmo sob forte chuva na Zona Norte do Rio, pôde-se observar grande fila no Maracanã. Parcial divulgada na manhã desta quinta registra 23 mil bilhetes comercializados.





- Os jogadores estão de parabéns e a torcida, que é fantástica. Desde que cheguei, a torcida abraçou a equipe e tem ajudado bastante. Conhecemos bem o Flamengo. Se os jogadores em campo não correrem, não lutarem, o torcedor fica meio brabo. Eles estão correndo, criaram uma identidade, montaram uma equipe aguerrida e estão mostrando crescimento. É uma passagem importante. É um confronto direto (contra o Grêmio). Quero convocar o torcedor. Temos desfalques, perdemos dois jogadores neste jogo e vamos montar a equipe. Contamos com o nosso centroavante, que é o torcedor, para chegar na parte de cima da tabela - afirmou o treinador.

O Flamengo é nono colocado no Campeonato Brasileiro, com 25 pontos, três a menos do que tem o Tricolor Gaúcho, atualmente no sexto lugar.



Confira preços e pontos de venda físicos:

Preços:

Setor Norte e Sul (Flamengo)*: Sócios-torcedores do plano Raça ou superiores: R$ 20 (R$ 10 meia)
Plano Tradição: R$ 30 (R$15 meia)

* O setor Sul será aberto para venda para a torcida do Flamengo apenas após esgotarem-se os lugares no setor Norte

Setor Leste*: Sócios-torcedores Raça ou superiores: R$ 30 (R$ 15 meia) Plano Tradição: R$ 50 (R$ 25 meia)

* Leste Superior será aberto para venda apenas após esgotarem-se os lugares no Leste Inferior
Maracanã Mais: Sócios-torcedores Raça ou superiores: R$130 (R$ 85 meia) Plano Tradição R$ 180 (R$ 110 meia)

*Oeste Inferior será aberto para venda apenas após esgotarem-se os lugares em todos os demais setores do estádio.
fila flamengo maracanã (Foto: Cassius Leitão)




Pontos de venda físicos:

Gávea – Sede do Flamengo – Rua Borges de Medeiros
Barra da Tijuca – FlaBoutique – Av das Américas, 7607 Loja 151
Tijuca – FlaBoutique – R. Conde de Bonfim, 685 Loja D
Andaraí – FlaBoutique/Iguatemi – R. Barão de São Francisco, 236 Loja 15
Nova Iguaçu – FlaBoutique – R. Dr. Barros Júnior, 272 Via Light Mall
Centro - Espaço Rubro Negro – R. da Quitanda 87
Centro - Espaço Rubro Negro – R. Buenos Aires 113, loja 2, 3 e 4
Barra da Tijuca - Espaço Rubro Negro – Av das Américas, 500 - Bloco 3 - Loja 114
Maracanã – Container Mata Machado





E Vamos que vamos !!!




terça-feira, 2 de setembro de 2014

E a campanha continua !!!





O projeto foi criado por torcedores fanáticos, sem nenhuma ligação com a diretoria do Clube de Regatas do Flamengo. O nosso intuito é conseguir junto com a nação mudar a cara do nosso time com a nossa campanha e pagar parte da dívida do Mengão com toda raça, amor, paixão e respeito que temos. Os três passos indicados abaixo é o que você precisa percorrer para ajudar! Vamos às etapas para marcar esse gol olímpico.







Contribuição a partir de R$ 2.000,00 você ganhará um manto oficial autografado por um jogador do Mengão com um vídeo exclusivo de agradecimento. A promoção é válida para pagamento em um único DARF de R$ 2.000,00 ou acumulando os R$ 2.000,00 em vários pagamentos durante quantos meses você quiser. Para esta promoção é necessário COMPROVAR o pagamento nos enviando um email para flaemdia@gmail.com



Acessem:

terça-feira, 29 de julho de 2014

Vai começar uma nova campanha para ajudar o Flamengo !!!




O Flamengo ganhará em breve uma injeção financeira para custear os gastos para o restante da temporada. Essa pelo menos é a expectativa de uma campanha de doação voluntária de recursos que será lançada nesta quinta-feira. A ideia foi lançada por um grupo de torcedores, e levada à diretoria, que aprovou a iniciativa e disponibilizou uma contra para o depósito de doações, com valor mínimo de R$ 5. Assim nasceu o Flamengo da Nação. No site, um relógio financeiro informará o volume de doações diariamente.
- O Flamengo está em um momento decisivo na sua história. Nunca a torcida foi tão importante na ajuda ao clube. Torcedor rubro-negro, a chance é agora de tornarmos isso realidade. Só depende de nós - diz a mensagem de convocação no site www.flamengodanacao.com.br.
Um dos idealizadores do projeto, Sandro Rilhó defende a iniciativa como um momento de comunhão com a torcida pelo delicado momento pela qual vive o clube no Campeonato Brasileiro.
- Toda doação vai ser depositada e investida no futebol, com toda a transparência e prestação de contas. Todo dia será publicado um extrato com os valores depositados ao longo do dia na conta e o relógio financeiro será atualizado no site do projeto - explica.
A diretoria tomou recentes medidas para atrair o apoio da torcida. Contudo, abriu mão de parte dos preços dos ingressos cobrados para as próximas partidas. A boa presença de público a preços mais baixos cobrados na vitória sobre o Botafogo, domingo, no Maracanã, agradou os mandatários rubro-negros.   
Geralmente, o Flamengo cobra R$ 60 pelo ingresso de arquibancada nos setores Norte e Sul. No clássico, baixou para R$ 40. No Leste inferior, o preço usual já esteve em R$ 100, mas será vendido a R$ 60, repetindo o valor do clássico. No setores Leste e Oeste Superior, o ingresso também custará R$ 60.   
Por conta disso, o Flamengo deve manter o mesmo preço na cobrança dos ingresso da partida contra o Sport, dia 10 de agosto, no Maracanã.
Correção: diferentemente do que foi publicado, o projeto não foi idealizado pelo Flamengo, mas sim por torcedores rubro-negros, e contou com a aprovação da diretoria do clube. A informação foi publicada às 13h35 e corrigida às 13h59.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bom recomeço !!!







Próxima "batalha":

Domingo que vem em Santa Catarina !!!




E vamos que vamos !!!


No Maracanã, torcida do Fla canta versão de música argentina na Copa
Depois de ensaiar a novidade em treinamento na Gávea, organizadas levam a nova música para o estádio no clássico com a estrela solitaria

Por Thales Soares
Rio de Janeiro



A volta do Campeonato Brasileiro ao Maracanã trouxe com ele mais novidades. A torcida do Flamengo criou a sua versão para a canção argentina "Décime que se siente" - que ficou famosa durante a Copa do Mundo, em provocação à seleção brasileira - e colocou em prática no clássico com o Botadogo, nesse domingo (ouça no vídeo ao lado).

Os rubro-negros já tinham ensaiado a nova música durante o treinamento realizado na Gávea no sábado. No jogo, foi nos 15 minutos de intervalo que a canção pegou. No fim do clássico, com a vitória por 1 a 0, passou a ser o hit do confronto.

Além dessa música, a torcida do Flamengo também parodiou mais uma. Os mil gols de Pelé cantados durante a Copa em resposta aos argentinos viraram uma homenagem a Zico com ofensas ao Rei do Futebol e a Maradona.






Confira a letra da versão do Flamengo para a canção argentina:

Acima de tudo rubro-negro / Amor maior não tem igual / Eu juro que no pior momento / Vou te apoiar até o final / Dá-lhe, dá-lhe, Flamengo / Dá-lhe, dá-lhe, Flamengo / Rubro-Negro com muito orgulho e muito amor / No Maraca vou torcer / Arco-íris vai tremer / O Mundial vocês nunca vão ter.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

E como nem tudo são flores... Capitulo 48

Episódio de hoje: Mais uma da "herança maldita" dos ladrões que administraram o clube no passado... 


Patrocínio segue retido, e Fla acumula dívida com elenco e empresários
Clube não tem previsão para quitar salários de junho e não paga direito de imagem há dois meses. Débito de comissão por negociação supera casa dos R$ 5 milhões

Por Cahê Mota, Eduardo Peixoto e Thales Soares
Rio de Janeiro




Não é só dentro de campo que o Flamengo tem se deparado com dificuldades para se encontrar no Campeonato Brasileiro. Fora das quatro linhas, em um segmento que andou controlado desde o início da gestão Eduardo Bandeira de Mello, o clube tem passado sufoco recentemente: o financeiro. Com o pagamento das cotas de patrocínio da Caixa Econômica Federal bloqueado, os salários dos jogadores estão atrasados desde o último dia 7 - quinto útil do mês -, e o elenco não recebeu nenhum tipo de previsão para que sejam quitados. O débito com quem recebe direito de imagens é ainda maior, dois meses, além de dívida na ordem de R$ 5 milhões com empresários.

Recentemente, o Banco Central incluiu o Fla no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) por irregularidades no registro dos valores de negociações internacionais, no período entre 1990 e 1998, totalizando um débito de R$ 38 milhões. Porém, com juros, o valor chega a R$ 80 milhões. Desta forma, a Caixa, por ser uma instituição pública, não pode repassar dinheiro ao Rubro-Negro - deveria pagar por mês R$ 2 milhões. De acordo com a diretoria, até que uma solução seja encontrada para o caso, o clube fica de mãos atadas para cumprir com seus compromissos no futebol.

No total, a folha do departamento gira em torno de R$ 9 milhões - valor que envolve dívidas antigas, categorias de base, staff, entre outros compromissos. A remuneração dos funcionários está em dia. O mesmo, no entanto, não vale para os jogadores. Levando em conta somente o elenco atual, o gasto mensal é de cerca de R$ 5 milhões, montante que o Rubro-Negro garante não ter condição de pagar. Já o grupo com dívida mais alta é bem menor, e o GloboEsporte.com confirmou somente os nomes de Felipe, Chicão e André Santos entre os que ainda têm o salário dividido entre carteira de trabalho e direito de imagem.

Este atraso é o mais longo desde o início da gestão Bandeira de Mello. O próprio presidente admitiu que ainda busca entendimentos para solução da nova dívida apresentada, mas revelou preocupação em não deixar que o débito se estenda a outros ramos, como pagamento de impostos, mantendo o Flamengo em dia com as obrigações para manter as Certidões Negativas de Débito:

- Estamos buscando alternativas. Alguns clubes tiveram este mesmo tipo de cobrança e conseguiram provar na Justiça que era indevido. Podemos partir para o mesmo caminho, mas todas as alternativas estão sendo consideradas. O importante é que nenhuma dívida deixa de ser paga (...) Estamos com esse problema, mas não deixamos de pagar um centavo de imposto. Até para mostrar para torcida que damos o exemplo, mas também para o Governo que não alteramos a filosofia.

Até o momento, o elenco tem encarado de maneira compreensiva o problema financeiro do Flamengo e não aconteceu nenhum tipo de questionamento mais forte internamente.
Dívida de R$ 5 milhões com empresários

Se o atraso no pagamento de jogadores é algo recente no clube, o mesmo não se pode falar da dívida com empresários que participaram das negociações de boa parte dos 24 jogadores contratados na gestão atual. Como é hábito nas transações, muitos participantes cobram comissões por conta dos acertos, e o montante ainda não quitado com estes intermediários já supera a casa dos R$ 5 milhões em um ano e meio de mandato.

Abaixo, a relação dos "meliantes" que "administraram o clube" nesse período ...

Gestão em 1989 - 1990

Gilberto Cardoso Filho



 Foi presidente no ano de 1989 e 1990 retornando a presidência em 2002 como interino



Gestão em 1991 - 1992

Marcio Baroukel de Souza Braga




Foi presidente do clube nos mandatos
1977 - 1978 - 1979 - 1980 - 1987 - 1988 - 1991 - 1992 - 2004 - 2005 - 2006 - 2007 - 2008 - 2009


Gestão em 1993 - 1994

Luiz Augusto Veloso



Mandatos: 1993 - 1994

Gestão em 1995 - 1996 - 1997 - 1998

Kléber Leite



Mandatos : 1995 - 1996 - 1997 - 1998


TOTAL ATUALIZADO:


R$ 80 MILHÕES DE REAIS QUE "DESAPARECERAM" DOS COFRES DO CLUBE !!!

AGORA ESSES CARAS SE JUNTAM PARA EXIGIR ALGO NO FLAMENGO ...

NO CÓDIGO PENAL ISSO SERIA CONSIDERADO "FORMAÇÃO DE QUADRILHA"... 

Caiu !!! E... "voltou" !!!

Ney Franco não é mais o treinador do Flamengo !!!



E


Wanderlei Luxemburgo é o novo treinador do clube ...


E seja o que Deus quiser... 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

"Golpe de Estado" ??? Aí já é demais...

E da série. "Nada que esteja tão ruim que não se possa piorar...




FONTE: Jorn. Renato Mauricio Prado, de O globo

"A goleada de 4 a 0, sofrida diante do Internacional, no Beira-Rio era o que faltava para unir quase todas as correntes políticas do Flamengo contra a atual administração de Eduardo Bandeira de Mello. Uma vez mais o time rubro-negro expôs toda a sua fragilidade, sendo amplamente dominado e dando apenas um chute a gol durante os 90 minutos. Nessa toada, não há mais dúvida, acontecerá o primeiro rebaixamento de sua história. E é exatamente esse temor que leva até antigos adversários políticos a se unirem para forçar uma intervenção no futebol do Fla.



Ex-presidentes como Márcio Braga e Hélio Paulo Ferraz articulam, nos bastidores, a melhor maneira de afastar os membros da atual diretoria das decisões do departamento de futebol, que continua sem um vice-presidente e com Walim Vasconcellos atuando através do Conselho Gestor.
A segunda-feira promete ser tensa na Gávea. E se Bandeira, Bap e Walim insistirem em continuar à frente do futebol não está afastada nem sequer a possibilidade de um movimento pró-impeachment.
- Antes de o Flamengo cair, se preciso for, cai a atual diretoria - disparou uma cabeça coroada do clube.
A conferir." RMP 




quinta-feira, 17 de julho de 2014

E sobre o "jogo" de ontem ...

VERGONHA !!!



16 dias de férias. 30 dias para "aprimorarem" a forma física e técnica e, "ensaiarem jogadas e novos sistemas táticos". 

Para que ?

Eis o resultado do jogo de ontem...

3 - 5 - 2 com, 02 laterais "cansados -e absurdamente caros pelas idades que possuem ; um meio de campo MEDÍOCRE com, um outro "veterano cansado' como "homem chave". Não existe sistema tático que resista a isso !!!


R$ 400 mil mês para, 06 jogos, 03 empates e 03 derrotas ??? 



Só relembrando: Quem colocou esse "treinador" no @Flamengo , se chama Kleber Leite, o homem da "engenharia financeira a custo zero"...
   


E o Jaime foi escurraçado por boa parte da torcida por muito menos que isso ...


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um excelente texto para ler...



OLHAR CRÔNICO ESPORTIVO

Cedo demais para tanta crise

Acompanho com interesse a atual gestão do Flamengo. Mais que isso: torço para que dê certo. Essa torcida nada tem a ver com o que acontece ou acontecerá em campo e ela existe porque, sendo vitoriosa no que realmente conta, que é levar o clube a uma situação financeira saudável e a uma vida sustentável, um excelente exemplo terá sido fornecido, mostrando o caminho para muitos outros clubes brasileiros, cada um dentro de suas características e possibilidades.
Escrevi anteriormente e repito agora, algo que, estou certo, repetirei novamente no futuro: é preciso dar uma trégua ao desejo que todo torcedor tem de título, título, título... Se o torcedor sonha com títulos futuros, tem que trabalhar para isso agora, e simplesmente apoiar o clube – reparem que escrevi clube e não time. Esse é, a meu ver, o melhor exemplo que pode dar um torcedor nesse momento. Porque para ter títulos é preciso existir um clube.

Curiosamente, a primeira vez que escrevi a respeito dessa gestão foi para criticar seu recém-contratado diretor executivo de futebol, Paulo Pelaipe, que tão logo saiu do avião em que chegara ao Rio de Janeiro já disparou que o negócio era “botar faixa no peito”. Não, não, esse não era o “negócio”, como ainda não é e tão cedo não será. O “negócio” é manter o clube vivo e cada dia mais saudável e sustentável. Grandes times, grandes títulos, serão decorrência disso.




Pausa para a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte

Os clubes brasileiros precisam “cair na real” em relação às suas tenebrosas situações econômico-financeiras e, tanto ou mais ainda que os clubes, os seus torcedores. Porque em algum momento futuro essa verdadeira farra com o dinheiro público – dinheiro do povo, dinheiro de todos e não desse ente meio mítico que no Brasil é chamado de “governo” – terá que acabar.

Um bom exemplo do que falo é o falecido projeto Proforte. Na minha visão e de muita gente, era só mais um perdão para dividas, apesar de dirigentes de clubes espernearem quando se falava isso. Mas era isso mesmo: um perdão disfarçado. Até por ser um projeto tão bonzinho, as pressões para sua aprovação foram enormes. Presidentes, vice-presidentes, diretores de clubes iam periodicamente a Brasília e transitavam pelas salas da Câmara dos Deputados, fazendo lobby pela aprovação do projeto “salvador”. Mais um projeto para salvar quem não faz esforço algum para se salvar.

Apesar disso, a comissão designada para analisar o projeto Proforte simplesmente baniu-o, falando em termos práticos, e seu relator, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), criou um substitutivo: a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte. Essa lei, dentro de nossa realidade e condições, é um grande avanço para a sociedade, para os cofres do Estado e, principalmente, para os próprios clubes, que precisarão enquadrar-se a uma outra realidade econômico-financeira, necessariamente mais contida, mais realista e – de novo a palavra mágica – sustentável.

Mais: a Lei prevê que um clube só poderá disputar uma competição depois de apresentar a sua CND – Certidão Negativa de Débito – antes do início da mesma. Se não apresentar, não disputará. Independentemente de qualquer outra disposição, essa exigência terá um tremendo impacto sobre as gestões dos clubes de futebol.
Ao mesmo tempo em que a população como um todo clama por mudanças, seriedade e responsabilidade no trato das coisas públicas, não é possível que os clubes de futebol, amados ou não, paixões ou não, sigam nessa vidinha fácil de não pagar impostos e gastar muito mais do que ganham, criando, alimentando, sustentando dívidas monstruosas que se tornam pura e simplesmente impagáveis.





Uma gestão responsável... E chata

Pois bem, dentro de suas possibilidades a gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello acabou ou reduziu ao possível essa bagunça. O clube cortou despesas. Cortou gorduras, supérfluas, mas cortou músculos, também. Tentou viver dentro da realidade, pagando as contas e colocando o clube em ordem. Sem sonhos megalomaníacos, sem promessas mirabolantes, tão ao gosto de grande parcela da torcida e também de parte da mídia.
Uma gestão "chata", em suma. Agora com aspas.

No ano passado, por ocasião do 3º Business FC, em São Paulo, o presidente do Flamengo disse, em público, que nesse ano brigaria pelo prêmio da Pluri Consultoria de Clube Mais Transparente do Brasil.





Brigou e ganhou, merecidamente.

Parece pouco?

Pouco não foi, de jeito nenhum, foi muito. Foi uma conquista até pequena, pode-se dizer, que pouco repercutiu, mas que foi muito importante por se tratar de um clube que vinha numa terrível escalada negativa em relação às suas prestações de contas e deu uma prova real e comprovatória não mais de intenções, ótimas intenções, mas de práticas concretas de gestão visando sanear as finanças do clube. Ora, no cenário de nosso futebol isso merece aplausos e, mais importante, apoio.

Agora, curiosamente, mas não por coincidência, avolumam-se as críticas dentro do clube à prática de submeter toda despesa de porte, principalmente contratações e negociações de contratos no futebol, ao crivo do vice-presidente financeiro, que tem poder de veto. Acontece que orçamentos não são enfeites e sim documentos que precisam ser seguidos, especialmente quando se busca recuperar uma empresa, um governo, uma entidade, um clube de futebol. E é essa a missão, mais que função, dessa gestão. Pelo burburinho que brota da Gávea é grande a insatisfação de lideranças políticas do passado com essa situação, como, por sinal, já foi deixado claro em matéria recente aqui do portal GloboEsporte.
Essas reclamações levam-me a pensar que a atual gestão está correta.





E o futebol?

Aqui o bicho pega, mas não vou alongar-me.

Crise é oportunidade + risco, como já virou moda dizer e citar o ideograma chinês para essa palavra, que é uma combinação dos ideogramas para oportunidade e risco. Em meio à turbulência da má campanha no Brasileiro, o treinador Jayme e o diretor executivo de futebol, Pelaipe, foram demitidos.
Para comandar o time foi contratado Ney Franco, treinador que considero o melhor do Brasil da nova geração, e que, aparentemente, ainda não entrou no clube dos salários fora da realidade e sem o mínimo senso de realidade.

Completando o comando, veio o executivo Felipe Ximenes, profissional novo na área e com ótimas referências.

Saindo do vestiário e entrando na ala da diretoria, há poucos dias o vice-presidente da área demitiu-se.
No final das férias, jogadores e comissão técnica já encontrarão um clube diferente e terão cerca de 30 dias até o primeiro jogo no Brasileiro. São intensos os rumores sobre saídas e chegadas, e muitos deles devem ser verdadeiros, o que não significa que os jogadores comentados venham a ser contratados.
Pode-se dizer que a crise trouxe, ela mesma, as ferramentas para solucionar a si própria.

Reiniciado o campeonato, o time terá 29 partidas para mostrar serviço, mostrar a que veio e, nesse momento, a grande meta deve ser a permanência na Série A e – por que não? – a disputa da Copa Sul-Americana. Muito pouco, gritará grande parte da torcida. É quando voltamos ao início deste post: menos pressão e mais apoio, sem foco em título.

Não faz muito tempo, quando ainda era vice-presidente de futebol na gestão de Marcio Braga, Cleber Leite disse que era terrível tentar administrar o futebol e ser surpreendido por “fantasmas do passado”, referindo-se a dívidas, algumas monstruosas, que pareciam brotar do nada e comprometiam todo o orçamento e, frequentemente, o fluxo de caixa imediato do time. Profissional interessado na área de gestão dos clubes de futebol, eu nunca esqueci esse desabafo e toda a situação de incerteza e a carga de problemas que ele sinalizava. Não é impossível, mas é extremamente difícil administrar qualquer coisa com esse tipo de pressão e com “surpresas” como essas a que se referiu o dirigente rubro-negro.

Quanto a um outro fantasma, esse bem atual, o rebaixamento, é cedo demais para tanta crise, como disse no título. Ney é excelente treinador e terá tempo para trabalhar, o mesmo ocorrendo com Ximenes.
O maior risco que corre o Clube de Regatas do Flamengo hoje não é o rebaixamento e sim um abandono ou uma “flexibilização” da política séria, responsável e austera que a atual gestão implantou.

Correndo o risco do apedrejamento virtual: o maior pecado que um torcedor associado ao programa de Sócio-Torcedor pode cometer, nesse momento, é abandoná-lo.


quarta-feira, 4 de junho de 2014